Formação

“Este percurso não reflecte o nosso trabalho”

Diogo Costa | 18 anos | Defesa-direito/extremo direito

O sucesso faz-se com trabalho e humildade. É esta a mensagem que podemos retirar da conversa com Diogo Costa, um jovem de 18 anos, que soube lidar e amadurecer com uma época inteira sem ser convocado e que vive, na presente temporada, o reconhecimento do seu empenho e da sua postura exemplar no grupo de trabalho, com a titularidade em todos os jogos realizados pelos Juniores até ao momento.
Por experienciar essa recompensa em termos individuais, acredita que, também, em termos colectivos, o objectivo da manutenção no Nacional de Juniores vai ser alcançado, porque a equipa trabalha intensamente.
Tal como aconteceu com o irmão, Hugo Costa, ex-jogador do Varzim, Diogo alimenta o sonho de chegar à equipa principal do nosso Clube.

– Conta-nos como aconteceu o teu ingresso na Formação do Varzim?
Cheguei cá no meu segundo ano de Infantil, depois de ter jogado no Campeonato do Inter-Freguesias da Póvoa, pelo Argivai. Eu sempre quis jogar no Varzim como o meu irmão. A dada altura, surgiu a oportunidade de vir às captações. Fiz três treinos e consegui ficar.

– Na época passada, no teu primeiro ano de Júnior, não eras sequer convocado para os jogos. Este ano, vives uma realidade oposta, tens sido titular em todos os jogos.
É verdade, no ano passado não era opção. Este ano as coisas têm-me corrido bem. Fui titular em todos os jogos que realizamos até ao momento. Este ano o meu trabalho está a ser reconhecido.

– De que forma lidaste com a não utilização na época passada? O que te fez manter motivado?
Eu pensava: “A minha oportunidade há-de chegar!”. Falava com o mister e ele dizia-me para eu ter calma, porque era o meu primeiro ano de junior. Sempre me disseram que, para os juniores de 1.º ano, é sempre mais difícil jogar, porque neste escalão só há uma equipa e, como é óbvio, tem que se dar prioridade aos jogadores de 2.º ano uma vez que, para o ano, eles passam a seniores e precisam de ter ritmo competitivo e estar preparados. Foi, tendo consciência de que as coisas se processam assim, que me limitei a esperar pela minha oportunidade, trabalhando todos os dias e empenhando-me ao máximo nos treinos. Mesmo não jogando, nem sendo convocado, fui a todos os treinos, nunca baixei a cabeça, nem atirei a toalha ao chão. Pelo meio tive também algumas infelicidades, houve alturas em que podia jogar, mas lesionei-me. Contraí uma lesão de alguma gravidade no joelho e nem isso me desmotivou. Andei sempre com um sorriso na cara.

– Sentes, portanto, que esta é a época de reconhecimento de todo esse teu trabalho e da tua postura nos Juniores?
Na época passada, o mister António Carlos dizia-me, na brincadeira ou não, “Para o ano, és tu e mais dez!”. E assim foi. Acho que tenho cumprido. Tenho jogado bem e dado o meu contributo à equipa.

– O percurso da equipa no campeonato não tem sido muito feliz, tendo havido inclusive mudança de treinador. Como analisas a vossa prestação?
Penso que este percurso não reflecte o nosso trabalho. Nós começamos o campeonato com três empates seguidos, mas dois deles, pelo menos, podiam ter sido vitórias. Esse início pouco animador, não ajudou.
Desde há vários jogos que temos vindo a fazer boas exibições e a vitória aconteceu, finalmente, na jornada passada com a Académica. Temos trabalhado intensamente. Todos os jogadores se empenham ao máximo. Estamos muito unidos e temos um bom ambiente no balneário o que nos ajuda a ultrapassar os momentos menos bons.

– Era o factor sorte que vos estava a faltar nos jogos?
Sim, mas a sorte também se procura! O futebol é mesmo assim, nem sempre podemos ganhar, mas também não podemos perder sempre. Estávamos numa fase má e penso que agora encontramos o caminho.

– Estava a faltar-vos uma vitória?
Exactamente. Faltava a vitória para nos levantar o moral. Agora, vamos querer ainda mais ganhar.

– O objectivo passou a ser a manutenção. Acreditas que a equipa vai consegui-lo?
Inicialmente, o objectivo era atingir a segunda fase da prova, mas as coisas não correram conforme pretendíamos e, por isso, passou a ser a manutenção. Penso que, se continuarmos a trabalhar desta forma e a jogar como temos jogado, vamos conseguir.

– Gostavas de ter a mesma oportunidade que o teu irmão, Hugo Costa, teve de jogar na equipa principal do Varzim?
Claro que sim! Quando era mais pequeno não pensava muito nisso, mas a partir dos Juvenis passei a ter a certeza de que é mesmo isto que eu quero para a minha vida. Jogar Futebol e, se me for permitido, crescer neste Clube, chegar aos seniores, ter a minha oportunidade e ser feliz aqui.

– Com a criação da Equipa B vocês sentem que há mais condições para que essa oportunidade aconteça?
Sim, através da Equipa B, temos mais possibilidade de chegar à equipa principal. O facto de o Varzim possuir uma segunda equipa de seniores pode ser uma grande ajuda para nós.
Agora, ao terminarmos os Juniores, em vez de irmos para outros clubes e jogar em divisões mais abaixo do que o Campeonato Pro-Elite, temos hipótese de ir para a equipa B e aí mostrarmos o nosso trabalho aos responsáveis dos seniores.

– Quais os sonhos que alimentas para a tua carreira?
Quero ser um bom jogador e ver o meu trabalho reconhecido. Como, certamente, todos os jovens futebolistas, tenho o sonho de um dia ser internacional português. Mas vamos lá ver o que o futuro me reserva.

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