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“O Varzim é Clube para estar nas Ligas Profissionais”

Nos últimos tempos, vários têm sido os ex-jogadores do Varzim a visitar o Clube. Desta vez, foi Marco Freitas, avançado que representou os Lobos do Mar de 2000 a 2004 e que, actualmente, com 37 anos, se encontra ao serviço da Associação Desportiva da Camacha, equipa que milita na série D do Campeonato Nacional de Séniores.

A conversa com o madeirense começou dentro do balneário onde, no final da sua época de estreia no Varzim (00/01), festejou a subida à 1.ª liga portuguesa. Indicou-nos aquele que foi durante quatro anos o seu lugar no balneário, agora ocupado por Roberto, e partiu para uma viagem ao passado.

“Os primeiros anos num Clube são sempre os que nos marcam mais. Fiz quatro épocas pelo Varzim. Foram quatro anos fantásticos, mas os dois primeiros foram os que me marcaram mais. Lembro-me perfeitamente de quando cá cheguei. Vinha da Madeira, de uma 2.ª divisão B e, de imediato, percebi que vinha para uma realidade completamente diferente. Fiquei surpreendido com a dimensão do Clube. Eu era muito tímido mas os jogadores mais velhos, como o Alexandre e o Paulo Piedade, puseram-me logo à vontade e a partir daí tudo se tornou mais fácil. As coisas correram-me bem e, logo nesse primeiro ano, subimos de divisão. Foi espectacular!”.

O ambiente nos jogos em casa e a forma como o público vivia o jogo é o que Marco Freitas mais recorda e o que o leva a afirmar: “Por incrível que possa parecer a verdade é que todos os jogos no Varzim eram especiais!”.

Ainda assim, arrisca a seleccionar.

“Lembro-me do meu jogo de estreia que, salvo erro, foi contra o Leça. Eu estava no banco. Estávamos a ganhar e eu entrei. O ambiente no estádio e a maneira como o público vibrava com a equipa teve um impacto muito grande em mim e foi um momento que me marcou muito. Recordo-me também do jogo de estreia na 1.ª Divisão contra o Benfica, em que estávamos a perder por 2-0 e conseguimos empatar 2-2 e ainda falhamos um penalty. E, como é óbvio, lembro-me do golo que fiz no Estádio da Luz”.

E a pergunta de sempre, impõe-se. “O quê que o Varzim tem de especial que faz com que o jogador que sai do Clube sinta saudades”? A resposta foi fácil.

“Sou de uma ilha onde toda a gente se conhece e é como se fossemos todos uma família. Quando cá cheguei, fui recebido com tanto carinho e as pessoas tratavam-me tão bem que eu sentia-me em casa. Eu já viajei para muitos sítios e posso dizer que aquilo que sentimos aqui, não existe em mais lado nenhum. As pessoas do Norte e da Póvoa, para além de sentirem o futebol como ninguém, gostam dos jogadores e tratam-nos bem. Os poveiros são pessoas fantásticas e eu tenho muito carinho por eles.”

No término da conversa, Marco Freitas deixa uma mensagem. “Sinto que, nos últimos anos, a mística do Varzim tem vindo a desaparecer. Mas eu acredito que, com o trabalho desta equipa técnica e das pessoas que estão no Clube, o Varzim vai recuperar essa mística. Por muito respeito que o CNS nos merece, o Varzim não é Clube para estar nesta divisão. O Varzim é Clube para estar nas Ligas Profissionais. Torço para que isso aconteça o mais breve possível e aproveito para agradecer o carinho dos adeptos que sempre me trataram tão bem. Jamais os esquecerei, passem os anos que passarem”.

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