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Isto é o Varzim!

O encontro entre dois clubes prestigiados do futebol português, ambos com mais de cem anos de história,  tem sempre um cariz especial e atrativo. Varzim e Académica de Coimbra foi o jogo da jornada nove da ligapro e quem lá esteve – só quem lá esteve!, pode assinar por baixo esta atribuição. Porque há jogos e resultados, cujo significado só se atinge, sentindo in loco cada minuto e cada lance dos 90.

Frente a frente, um emblema com cheiro de mar e representativo de um povo de mãos calejadas, com espírito de raça, destemido e valente; e um outro, alicerçado na sublimidade de uma cidade estudantina e embalada pelo som da guitarra portuguesa. Duas identidades tão diferentes mas iguais na paixão pelo futebol e  numa massa adepta que vive o clube intensamente e que não desperdiça nenhum momento ao lado dele.

A chuva não colaborou para uma moldura humana mais composta. Mas os adeptos presentes foram inexcedíveis e proporcionaram um ambiente contagiante. Dos varzinistas ouve-se um “Era disto que sentíamos saudades!”. Aquela combinação perfeita entre equipa e adeptos e aquele ambiente de que “Na Póvoa mandamos nós”.

O apito soou e a fase inicial do Varzim foi avassaladora, deixando a Académica atordoada. Aos 8 minutos, o suspeito do costume, Leo Ruiz, inaugurou o marcador. O avançado colombiano, na pequena área,  dominou a bola, após um desvio de cabeça de George e rematou para o fundo das redes, somando o seu sexto golo ao serviço do Varzim.

Notória que era a dificuldade da turma de Coimbra em encontrar-se no jogo, os Lobos do Mar foram tirando partido disso e, aos 19 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Alan Henrique desviou para o 2-0.

Ainda que a vantagem fosse confortável, o Varzim estava proibido de desacelerar e, aos 27 minutos, já depois de Serginho ter sido obrigado a uma grande intervenção para impedir o golo da briosa, George protagonizou mais uma grande ocasião para a nossa equipa, num remate cruzado e que Leo Ruiz por escassos segundos podia ter chegado a tempo de fazer a emenda.

Contra a corrente do jogo, a Académica de Coimbra, reduziu através de um penalti, originado por uma suposta mão na bola de Pedro Ferreira. Zé Castro foi chamado a marcar e não falhou (33’).

Na segunda parte o Varzim entrou preparado para uma postura mais acutilante do seu adversário e, com inteligência e sabedoria, foi contornando as dificuldades, sem tirar os olhos da baliza contrária.

A Académica tentou aproximar-se da área varzinista mas não foram muitas as vezes que conseguiu incomodar Serginho.

No nosso lado, Christophe, de livre, aos 70’, criou perigo e, aos 88’, Levi Lumeka, num grande momento, teve tudo para sentenciar a partida num belo remate, mas Mika não permitiu.

No final do jogo, a alegria tomou conta do estádio, face a um triunfo importante e que valeu a subida ao sétimo lugar da classificação. Os nossos Lobos do Mar levam, sete jogos, entre Campeonato e Taça de Portugal, sem perder.

Texto | Sílvia Nunes
Fotografia © José Alberto Nogueira

FICHA DE JOGO ⇒ Liga Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

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