 Na Conferência de Imprensa semanal, participou também Emanuel, por solicitação dos jornalistas. O ambiente vivido nos últimos dias dentro do balneário, face à saída do treinador foi, obviamente, o tema central da conversa. O sub-capitão do Varzim revelou tratar-se de “um momento difícil e triste”, mas para o qual “os profissionais de futebol têm que estar preparados”…
Emanuel entende que “o Horácio não é o principal culpado desta situação” e que “todos nós, jogadores, treinadores e Direcção, temos que meter a mão na consciência e reflectir sobre as coisas que não correram bem”. Como é habitual no mundo do futebol, neste tipo de situações “a responsabilidade cai sempre para o lado mais fácil, que é o treinador” e Horácio Gonçalves não conseguiu fugir a esse desígnio. Neste sentido, Emanuel considera que, por agora, o mais importante é que “o próximo treinador saiba qual é a realidade actual do Varzim e, principalmente, que conheça bem o plantel, pois somos um grupo com muitos valores mas jovens”.
Na análise ao percurso traçado até ao momento, Emanuel relembra que a equipa também fez coisas muito boas na 1ª volta do campeonato” e, apesar dos recentes maus resultados, “não podemos deitar a toalha ao chão”, “temos que dar a volta por cima”. “Há ainda muitos pontos por disputar e muito campeonato pela frente. Acredito que ainda é possível fazermos algo bonito neste campeonato”, confessa.
Sobre o jogo com o Vitória de Guimarães e a forma como os jogadores o vão encarar, Emanuel é claro: “Temos um emblema ao peito e representamos uma cidade. O Varzim não é um clube qualquer. Estou certo de que os jogadores que forem a Guimarães vão despender o máximo da sua força, para dignificar o clube e os seus associados”. Apesar desta fase complicada, o sub-capitão garante que “o Varzim vai apresentar-se em Guimarães com a maior dignidade possível”, diante de um adversário que também se encontra fragilizado, pois, continua sem vencer há três jogos, mesmo após a mudança de treinador.
Para Emanuel, “o jogo com o Guimarães vem no momento certo. A equipa não tem nada a perder e vamos ter que arranjar forças onde se calhar elas não existem”. Para o camisola 7, não há por que encarar o jogo com receio, até porque “quem tem medo fica em casa ou muda de profissão”.
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