- No final da época passada, surgiram várias notícias na Imprensa sobre alguns clubes interessados na tua contratação e tudo fazia prever que irias deixar o Varzim. Como lidaste com todas as especulações sobre a tua saída?
Tito: Reagi com grande tranquilidade. Tive realmente conhecimento dessas notícias, mas enquanto não falassem comigo e me dessem garantias, para mim não passavam disso mesmo, especulações.

-
Constou-se, inclusive, que um clube alemão estaria interessado em contratar-te. Caso esse interesse existisse de facto, aceitarias o desafio de jogar no futebol alemão? Estavas preparado para sair do teu país e separares-te da tua família e amigos?
Tito: Se fosse uma boa proposta, tanto para o clube como para mim, provavelmente, aceitaria o desafio de jogar noutro país. Mesmo não estando preparado para estar longe da minha família e dos meus amigos, alinhava nessa experiência se a proposta valesse realmente a pena. A verdade é que a carreira de futebolista é curta e, por isso, temos que agarrar as boas oportunidades.
- Costumam dizer que o Tito não sabe jogar mal. Encaras isso como um elogio ou como uma opinião que diminui a tua margem de erro dentro de campo?
Tito: Para mim funciona como as duas coisas. De qualquer forma, as opiniões das pessoas não interferem no meu desempenho dentro de campo. Trabalho durante a semana para que no jogo as coisas me corram bem. Quando entro em campo, não estou a pensar em mais nada a não ser em dar o meu melhor e o máximo de mim para ajudar a equipa. Concentro-me totalmente no meu trabalho e, felizmente, até ao momento, as coisas têm corrido bem.

-
Uma equipa não deve ser individualizada, mas a verdade é que o Tito é uma peça fundamental no “onze”. O Varzim com o Tito é diferente?
Tito: O mister conseguiu formar um bom grupo, com jogadores de muita qualidade. Os jogadores titulares sabem que os colegas que estão no banco têm a mesma capacidade para assumir o lugar. No que me diz respeito, faço o melhor que sei e entrego-me por completo ao jogo, com a certeza de que o colega que me substituir tem capacidade e qualidade para também realizar um bom trabalho.
- Que análise fazes deste início de época?
Tito: Realizamos um bom início de campeonato. Ganhámos jogos que, provavelmente, ninguém estaria à espera. Neste momento, apesar de estarmos a praticar bom futebol, estamos a atravessar uma fase menos boa em que as coisas não estão a correr conforme planeamos. Os adversários nas poucas oportunidades que criam, marcam golo. Connosco acontece precisamente o contrário, criámos muitas oportunidades mas não marcamos. Mas, não tenho dúvidas de que é uma situação passageira.
-
Imaginas-te a fazer outra coisa sem ser jogar futebol?
Tito: Neste momento, não me imagino a fazer outra coisa na vida a não ser jogar futebol.

-
Até que ponto uma má exibição ou uma derrota influenciam o teu estado de espírito nos momentos fora do Varzim?
Tito: Reflicto sobre as coisas que correram mal quando o jogo acaba e até sair do Estádio. Quando chego a casa e estou com a família ou com os amigos, consigo separar as coisas e abster-me de todos os pensamentos sobre o jogo. Se estiver sozinho, já dou por mim a pensar na derrota ou na má exibição.
- Que planos fazes para o teu futuro, ao nível profissional?
Tito: Quero chegar o mais longe possível e para isso é que trabalho diariamente, mas não vivo obcecado por jogar num clube maior ou noutro país. Esforço-me dia-a-dia para ser cada vez melhor.
- Que momento gostarias de viver ao serviço do Varzim?
Tito: Uma subida à I Liga, sem dúvida, e marcar um golo.