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Varzim
2 1 RibeiraBr.
Famalicão 3 2 Macedo
Chaves 3 4
Vizela
Limianos 2 1 Tirsense
Camacha 2 0 Oliveiren.
Lousada 0 3 Fafe
Merelinen.
1 1 Ribeirão
Mirandela 3 2
MarítimoB


 
Classificação

 

1.º 

Varzim 68
2.º Fafe 54
3.º
Chaves
54
4.º Mirandela 52
5.º Limianos 44
6.º Ribeirão 44
7.º Tirsense 44
8.º RibeiraBr. 42
9.º Famalicão 39
10.º Macedo 39
11.º Vizela 38
12.º MarítimoB 38
13.º Camacha 34
14.º Lousada 32
15.º Merelinen. 16
16.º Oliveiren.

10

 

 
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Telmo:“Os jogadores passam. O Clube permanece para sempre”"
Tinha 22 anos quando deixou o seu país natal, o Brasil, para concretizar uma das suas maiores ambições: jogar futebol na Europa. Portugal foi o destino escolhido e o Campomaiorense, o primeiro clube português que representou, na época 97/98. Desde então, Telmo tem vindo a construir uma carreira regular e tranquila, que muito o satisfaz.  Identifica-se com o Varzim por se tratar de um clube ambicioso e considera bastante positivo o balanço que faz destes três anos com a camisola alvinegra.  Aos sócios deixa uma mensagem: “Façam deste clube a vossa segunda casa”...

Varzim: O que te fez deixar o Brasil e partir para uma aventura no futebol português?
Telmo: Na altura as condições que me ofereceram para vir para Portugal eram muito melhores do que as que tinha no Brasil. Como qualquer jogador brasileiro, eu ambicionava jogar na Europa. Fiquei muito feliz por ter conseguido concretizar esse sonho e, desde que cheguei a Portugal, as coisas têm acontecido de uma forma muito satisfatória. A minha passagem pelo Santa Clara foi muito especial, porque no ano 2000 fui eleito o melhor atleta estrangeiro a actuar em Portugal. São experiências que marcam e que jamais hei-de esquecer, até porque por vezes não é só a parte financeira que interessa.

Varzim: Como foi a tua adaptação ao país e ao futebol português?
Telmo: Adaptei-me muito bem quer ao país, quer ao seu futebol. O facto de ter integrado uma equipa com muitos jogadores brasileiros, facilitou-me a adaptação. Hoje em dia, sinto-me completamente em casa. Quando vou de férias para o Brasil, fico lá um mês e já sinto a distância.

Varzim: Como encaraste a oportunidade de vires para o Varzim?
Telmo: O convite surgiu depois de eu ter realizado o meu 2º ano de contrato com o SC Braga. Na minha primeira época, as coisas correram-me bem, mas no segundo ano nem tanto. Sabendo que como é o futebol, hoje temos bons momentos, amanhã, ruins, optei por aceitar o convite do presidente do Varzim, que me deixou muito lisonjeado. Na altura, recebi também um convite do Penafiel, mas a minha escolha recaiu no Varzim, pois as pessoas pareceram-me sérias. Tenho amigos que jogaram aqui e que me disseram que o Varzim era um clube que ambicionava sempre algo mais. Identifiquei-me imediatamente com essa característica, pois sou uma pessoa que quer sempre mais para a sua vida, independentemente da idade ou do ano. Sinto-me muito feliz neste clube.

Varzim: Que balanço fazes destas três épocas ao serviço do Varzim?
Telmo: O balanço é bastante positivo. Como eu já disse, no primeiro ano as coisas correram mais ou menos bem. Na época passada, ficamos em 4º lugar e tivemos a oportunidade de lutar pela subida de divisão. Em termos individuais, acho que foi o ano em que me afirmei mais, tendo realizado um número considerável de jogos. A ver vamos se nesta época repetimos o desempenho do ano passado ou, até, se conseguimos fazer ainda mais.

Varzim: Concordas que a aposta em jovens jogadores formados no Clube, é um aspecto positivo a destacar no Varzim?
Telmo: Sem dúvida. O futuro do Varzim passa por esses jovens. Com certeza que ainda têm muita coisa para a aprender, mas também têm muito para oferecer ao clube. É muito importante também para eles contar com o apoio dos jogadores mais velhos. Jogadores como o Alexandre, o Emanuel e o Nuno Gomes funcionam como pilares nesta equipa. Eu próprio, que já tenho 31 anos e vou realizar a minha 3ª época, já me considero um veterano nesta equipa. No fundo, estamos todos aqui para ajudar os mais novos e o Varzim.

Varzim: O plantel já treina junto há algumas semanas e já realizou alguns jogos particulares. No teu entender, já é possível ter uma ideia da qualidade desta equipa?
Telmo: Com certeza. O mister conseguiu segurar a base da equipa do ano passado e com a qualidade dos jogadores que chegaram esta época, penso que temos um grupo mesclado com jogadores de vários níveis. Nestes jogos particulares, temos mostrado que o Varzim 06/07 vai ser igual ao da época passada: uma equipa forte, coesa, com o pensamento de ganhar jogo a jogo, independentemente do adversário.

Varzim: Vamos ter uma Liga de Honra ainda mais competitiva, com o regresso de clubes históricos e com muito peso no futebol português. O que esperas deste campeonato?
Telmo: Na minha opinião, a 2ª Liga é competitiva de qualquer forma. Sabemos que vamos contar com as equipas que desceram da 1ª liga e que são muito fortes. Mas, a verdade é que a Liga de Honra é um campeonato completamente diferente. Defrontamo-nos com muitas dificuldades e vamos trabalhar dia-a-dia para conseguirmos os 3 pontos ao Domingo.

Varzim: És mais um exemplo no nosso plantel que contraria a ideia de que o jogador de futebol, descura os estudos, limitando os seus objectivos à carreira na modalidade. Revelaste-nos, um dia destes, que pretendes tirar um curso superior. Vais seguir em frente com esse sonho?
Telmo: Está mais do que provado que, hoje em dia, o jogador de futebol não é mais aquela pessoa que não se interessa pelos estudos. No nosso plantel temos o Nuno Ribeiro, o Alexandre que seguiram a universidade, assim como o Neto e o Pedrinho que também estão seguindo os estudos. A mentalidade do jogador de futebol mudou completamente. Eu também tenho esse sonho. Eu disse á minha mãe que um dia iria para a faculdade e vou. Neste momento estou a frequentar o 12º ano, que espero concretizar este ano. Mas, mesmo que seja só daqui a 10 anos, eu sei que este sonho vou concretizar. Luto pelos meus objectivos independentemente do tempo que isso demore.

Varzim: A Póvoa de Varzim conquistou-te?
Telmo: Sem dúvida alguma. É uma cidade que gosto muito, assim como a minha esposa. Adaptamo-nos muito bem a esta terra e aos poveiros, que são pessoas muito hospitaleiras. Sentimo-nos muito bem aqui e espero ficar por cá muito mais tempo.

Varzim: Mas, quando podes, matas saudades do país natal. Se pudesses trazer algo do Brasil para cá, o que trarias?
Telmo: A minha família. Porque o mais difícil é ficar longe da minha mãe e dos meus irmãos.

Varzim: Para terminar, que mensagem deixas para os sócios do Varzim?
Telmo: Os jogadores passam, mas o clube permanecerá sempre. O Varzim é um clube histórico no futebol português. Espero que os sócios se dediquem ao Varzim, que façam deste clube a sua segunda casa e, também, que nos apoiem nesta época, principalmente, nas alturas mais difíceis, porque sabemos que as vamos ter.


 

 
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