Nada fazia prever que, a jogar em casa, contra o último classificado, o Varzim fosse perder pontos, mas o futebol, já sabemos, é tudo, menos previsível e, esta tarde, a vitória escapou aos nossos Lobos do Mar. Não foi, contudo, por falta de empenho dos nossos jogadores que o empate aconteceu, muito pelo contrário, o Varzim foi a única equipa a batalhar pela vitória...
Teve sempre a iniciativa do jogo, dominou o tempo todo, correu muito, trabalhou imenso para conseguir ultrapassar a forte barreira defensiva do adversário, criou várias oportunidades de golo, mas pecou no aspecto crucial, a finalização.
O Merelinense limitou-se a ver o Varzim jogar e a defender o empate pelo que seria duramente injusto se, já nos minutos de desconto, naquela que foi a única oportunidade perigosa dos forasteiros, em todo o jogo, Camará, completamente isolado, fizesse golo. O homem que menos trabalho teve, ao longo de 90 minutos, Miguel, livrou a equipa do pior desfecho, ao defender com os pés o remate do avançado guineense. Até então, o guarda-redes poveiro mais parecia um espectador, a assistir ao jogo da sua equipa que se empenhava em chegar ao golo, criando sucessivas oportunidades na baliza adversária. O primeiro grande calafrio causado à turma de Paulo Rafael, aconteceu aos 20 minutos, na sequência de um canto na esquerda apontado por Nelsinho ao qual Kaiser, ao primeiro poste, respondeu com um cabeceamento que esteve muito perto de entrar. Seria, novamente o central brasileiro, a criar perigo, seis minutos depois, num cabeceamento ao lado, após cruzamento na direita de Tiago Lopes.
O público na bancada mostrava-se satisfeito com a pressão do Varzim na área do Merelinense e, aos 32 minutos, chegou mesmo a gritar golo, num cabeceamento de Jaime Poulson que iludiu os espectadores de tão rente que passou ao poste esquerdo.
Ainda antes do intervalo foi Duarte a ter nos pés uma outra excelente ocasião para marcar. Depois de levar a melhor sobre os defesas adversários, o avançado alvinegro, isolado, acabou por não ser bem sucedido no momento do remate.
Na 2ª parte, a história repetiu-se. O Varzim trabalhava e o Merelinense defendia, como podia, o resultado. As oportunidades de golo para os poveiros voltaram a ser uma constante, assim como a ineficácia. Para além de cabeceamentos e remates, infrutíferos, ainda houve lugar para uma bola à barra enviada por Rui Figueiredo na transformação de um livre e para um desperdício do mesmo jogador naquela que foi a mais clara oportunidade de golo. Com a baliza escancarada, Rui Figueiredo, na pequena área, não foi feliz e rematou por cima.
A bola estava destinada a não entrar esta tarde.
VARZIM – Miguel; Tiago Lopes, João Faria, Kaiser e Rui Coentrão; André, Ibraima (Pedro Henrique 60'), Nelsinho e Duarte (Moreira 77'); Rui Figueiredo (Telmo 77') e Jaime Poulson.
Treinador – Dito
MERELINENSE – Diogo; Pinto, Bruno Costa, Zé Pedro e Miguel; Helder (Helder 76'), Carlos Manuel, Luiz Ferraz e Bruno Machado (Vieira 65'); João Manuel (Joãozinho 86') e Camará.
Treinador – Paulo Rafael
CA – André 16'; Kaiser 28', Camará 28', Helder 55'; Miguel 65, Zé Pedro 65'; Jaime Poulson 84', André 87'), Carlos Manuel 92'.
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