Depois de recentemente o Varzim ter sido notícia na imprensa nacional devido aos salários em atraso, cumpre-nos, agora, informar os varzinistas de que a situação se encontra regularizada. A venda de direitos desportivos de três jogadores, valeu ao Clube uma verba considerável que permitiu regularizar as situações mais urgentes. Nuno Ribeiro, Director Geral, faz o ponto de situação actual…
Na véspera do jogo Varzim x Chaves, um jornal nacional voltou a noticiar os salários em atraso no plantel do Varzim. De que forma vê esse tipo de notícias e qual é o ponto de situação actual?
Já no ano passado, esse tipo de notícias veio a público antes de jogos importantes. Se calhar, fazem-no numa tentativa de desestabilizar a equipa. De qualquer forma, não estavam a dizer completas inverdades. O que interessa é que, presentemente e em relação a salários, foi dada ordem de transferência para pagamento dos mesmos, ou seja, os jogadores estão em dia. Também os funcionários administrativos receberam e estão, praticamente, em dia. Durante a próxima semana, serão regularizadas as situações relativas à Formação.
A pergunta que se impõe é: de que verba o Clube dispôs para conseguir regularizar essas, e com certeza, outras situações? Confirma-se que se concretizou uma venda de direitos desportivos de alguns jogadores?
Sim, confirma-se. A verba tem a ver com a venda de direitos desportivos de três jogadores e o valor da mesma não é segredo nenhum. O Varzim recebeu quinhentos mil euros. Mais uma vez, o Clube consegue concretizar uma venda de direitos desportivos e, com isso, minimizar o défice de tesouraria que tem havido. Estávamos à espera dessa verba desde o mês de Agosto e havia já quem não acreditasse que ela chegaria. Só agora foi possível recebê-la e, de imediato, começamos a regularizar as situações e vamos continuar a fazê-lo, até porque não é possível pagar tudo em dois dias. Ainda esta sexta-feira, o Varzim pagou às Finanças cerca de duzentos e vinte mil euros, no sentido de regularizar a nossa situação.
Esta verba desafogou temporariamente o Clube e vai permitir desbloquear outras situações?
O Varzim precisava deste dinheiro para desbloquear outras verbas que tem a receber no futuro, designadamente da Câmara Municipal e do Fundo do Turismo. Sem as certidões que atestam a nossa situação fiscal e contributiva regularizada, não nos é possível receber essas verbas. Portanto, a nossa prioridade é regularizar a nossa situação perante o Fisco e a Segurança Social para que, o mais brevemente possível, tenhamos acesso às certidões. A partir daí, vamos poder gerir de forma mais equilibrada o Clube, em termos de tesouraria.
Apesar do alívio que esta verba de 500 mil euros trouxe, a verdade é que as dificuldades vão continuar a existir. Quais as perspectivas para o futuro a curto-médio prazo?
Este dinheiro veio ajudar muito e, desbloqueando as situações relativas à Câmara e ao Fundo do Turismo, acreditamos que teremos tesouraria para alguns dos meses futuros. Apesar disso, o futuro que se avizinha não se afigura nada fácil. Temos vindo a reduzir em tudo o que nos é possível. Reduzimos o orçamento substancialmente e estamos a reestruturar o Clube em termos de pessoal, mas mantendo obviamente os níveis mínimos de funcionalidade. Temos que continuar a trabalhar porque as verbas da Câmara e do Fundo do Turismo não são suficientes para completar a época. Há ainda situações referentes ao mecanismo de solidariedade sobre o Júlio Alves, em que temos a receber do Besiktas e do Atlético de Madrid uma verba considerável e, sobre o mesmo atleta, temos outra situação com o Rio Ave que foi avançada na última Assembleia Geral. Se essas duas situações forem resolvidas num prazo curto, penso que poderemos ter um ano mais tranquilo do que o da época passada.
A verdade é que com as medidas que o Governo está a implementar, o ano de 2012 vai ser muito difícil, porque o rendimento das Famílias vai diminuir e os Clubes vão sofrer com isso. Aliás, há uma medida com impacto directo nos Clubes e que tem a ver com o IVA cobrado nos bilhetes.
Perante este cenário, urge promover iniciativas como as «Quartas-feiras do Varzim» e produtos como o Vinho Varzim?
Essas iniciativas são para repetir. A primeira edição foi um sucesso, assim como o lançamento do Vinho Varzim que esgotou. É um facto de assinalar. Entretanto, o Departamento de Marketing está a prever lançar também um vinho licoroso e um champagne. Estas iniciativas e outras, como a venda de rifas, por exemplo, que estamos a promover no dia de jogos, todas elas contribuem para minimizar os problemas que o Varzim tem tido. Espero que continuem a surgir mais ideias e que os nossos sócios e simpatizantes adiram às iniciativas.
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