24-Mai-2012



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Varzim
2 1 RibeiraBr.
Famalicão 3 2 Macedo
Chaves 3 4
Vizela
Limianos 2 1 Tirsense
Camacha 2 0 Oliveiren.
Lousada 0 3 Fafe
Merelinen.
1 1 Ribeirão
Mirandela 3 2
MarítimoB


 
Classificação

 

1.º 

Varzim 68
2.º Fafe 54
3.º
Chaves
54
4.º Mirandela 52
5.º Limianos 44
6.º Ribeirão 44
7.º Tirsense 44
8.º RibeiraBr. 42
9.º Famalicão 39
10.º Macedo 39
11.º Vizela 38
12.º MarítimoB 38
13.º Camacha 34
14.º Lousada 32
15.º Merelinen. 16
16.º Oliveiren.

10

 

 
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“Os adeptos são um elemento fundamental para o sucesso da equipa” RAFAEL LOPES
rafael_lopes.jpgTinha seis anos quando começou a jogar futebol no clube da sua terra natal, o Esposende, mas no segundo ano de Juvenil, decidiu aceitar o desafio de um amigo para vir treinar ao Varzim. As suas qualidades valeram-lhe a permanência no clube. Nos juniores, Rafael Lopes singrou como marcador de serviço e o seu notável desempenho na época transacta valeu-lhe a subida à equipa sénior...

 

Na pré-temporada, foi poucas vezes utilizado por Eduardo Esteves pelo que a massa associativa pouco pôde conhecer deste jovem avançado. Talvez por isso, Rafael Lopes tenha sido a grande surpresa deste Varzim 10/11 em competições oficiais. Alfredo Lapa, treinador que orientou o jogador nos Juniores, havia salientado, na altura, o instinto de ponta de lança como a característica mais vincada de Rafael, à qual acrescentou a sua grande capacidade para perceber os movimentos dos colegas e em procurar espaços para finalização, o bom domínio de bola e o remate forte e colocado. Bastaram os dez jogos que realizou, até ao momento, na Liga Orangina para os adeptos poveiros atestarem todas as competências acima citadas e olharem para este avançado de 19 anos como mais uma grande promessa, lançada pelo Varzim, para o futebol nacional. 
Para Rafael Lopes, este início de carreira como jogador profissional na equipa dos Lobos do Mar “não podia ser melhor”, mas o bom momento que atravessa só faz sentido se partilhado com o grupo. “A fase que atravesso actualmente só é positiva porque tenho tido a ajuda da minha equipa. A ajuda dos meus companheiros é preponderante. Se a equipa não estivesse bem e não funcionasse colectivamente, os valores individuais não se realçavam”. 
Confessa que “ganhar um lugar na equipa sénior do Varzim é muito díficil” e, por isso mesmo, no início da época, não previa ganhar a titularidade tão cedo. Felizmente, o trabalho e a dedicação diários, foram premiados com uma oportunidade por parte do treinador e Rafael apenas fez aquilo que se exige a qualquer profissional, ou seja, agarrou-a. E o resultado está à vista de todos: cinco golos apontados. 
“Tenho tido sorte e oportunidades de golo. Mas volto a sublinhar que as situações de golo surgem porque alguém me passa a bola, alguém faz o cruzamento, alguém coloca a bola em profundidade. Eu só tenho que concretizar. É óbvio que há mérito meu nos golos, porque estou «lá» e porque finalizo mas também há mérito de toda a equipa e dos colegas que construíram a jogada ou criaram o lance”. 
O golo mais recente de Rafael foi precisamente no último jogo do Varzim, frente ao Gil Vicente, em Barcelos, onde a equipa poveira contou com um apoio extraordinário de cerca de quatrocentos adeptos. A equipa recuperou de uma desvantagem de dois golos e o avançado não tem dúvidas de que a força dos varzinistas na bancada foi determinante. A emoção de momentos como esse é, para Rafael Lopes, a melhor parte do golos marcados. “Quando os adeptos gritam golo é uma sensação indescritível, principalmente, nos jogos em casa que é quando temos mais público. É emocionante e, ao mesmo tempo, gratificante. Sem o apoio dos nossos adeptos não seríamos capazes de fazer o trabalho que estamos a fazer. Eles são um elemento fundamental para o sucesso da equipa”. 

Na passagem pela Formação do Varzim, Rafael conheceu e interiorizou a mística do Varzim pelo que o elevado nível de exigência na equipa profissional não o surpreende. “O Varzim tem história no futebol nacional e os adeptos exigem que a equipa esteja à altura do historial do clube. Querem ver o Varzim a vencer, querem voltar a ter a equipa na 1ª liga. Nós, jogadores, temos que estar à altura dessas exigências e corresponder às expectativas que eles criam à nossa volta”. 
Como se não bastasse o orgulho de pertencer a um dos clubes mais carismáticos e prestigiados de Portugal, junta-se agora o de fazer parte da equipa mais portuguesa e com mais jogadores formados nas suas Camadas Jovens. “Devíamos ser um exemplo a seguir”. E vai mais longe: “Penso que a união que existe no nosso grupo tem a ver precisamente com o facto de sermos todos portugueses (à excepção do Dédé e do Telmo) e de muitos de nós termos passado pela Formação do clube. É uma equipa com muitos jogadores da terra e mesmo os que não são poveiros, são provenientes de terras vizinhas. Todos esses pormenores têm influência”.
Falando de objectivos individuais e colectivos, Rafael Lopes não esconde a vontade de ser o melhor marcador da Liga Orangina e espera poder ajudar a equipa a ir o mais longe possível na Taça de Portugal e no Campeonato. No futuro, o avançado do Varzim sonha chegar à primeira liga e, quem sabe, um dia, representar um dos três grandes.

 

Alcunhas mantêm-se mas sem cabeleira 

rafael.jpgA cabeleira volumosa e ousada que Rafael Lopes exibia nos tempos da Formação, valeram-lhe as alcunhas de "Valderrama" e “Mustafa”. Na altura, recusava veementemente desfazer-se do penteado mas quando chegou aos séniores tudo mudou. A praxe aos caloiros inclui uma “carecada” e, ainda que a ideia lhe tenha custado um bocado a entrar, Rafael permitiu que o impensável acontecesse. “Foi uma decisão minha. Se eu não quisesse cortar, os meus colegas respeitavam a minha vontade. Mas eu alinhei e acabei por gostar do resultado final”. O barbeiro de serviço foi o capitão de equipa Pedro Santos. A cabeleira foi-se, mas as alcunhas mantêm-se. Rafael Lopes será sempre o Mustafa para os amigos e colegas de equipa. Ou se preferirem, o Valderrama.    

 

 
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