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Historial dos resultados Desportivos
Desde a sua fundação, o percurso do Varzim SC foi traçado com competições em campeonatos de Promoção, Distritais e Nacionais.
Na época 1926/1927, foi pela primeira vez campeão concelhio no Campeonato da Promoção e nas temporadas 1959/60, 1960/61 e 1961/62 conquistou o título da 1ª Divisão Distrital.
No ano seguinte, disputou o Campeonato Nacional da III Divisão e, na fase de apuramento do campeão, ao derrotar o Luso de Barreiro no Estádio Municipal de Coimbra por 2-1 conseguiu o 1º título nacional.
Este feito histórico resultou de uma profunda mudança em termos directivos, protagonizada por João Caetano Nunes Guerreiro (presidente da Direcção), Manuel Silva Pereira (vice-presidente) e demais laboriosos colaboradores.
Uma equipa profissional foi estruturada e contratado um jogador-treinador que acabaria por se tornar numa figura mítica do Varzim: Ricardo Perez, um argentino proveniente de uma equipa fantástica d’ “Os Belenenses”.
Na época de 1962-63 o Varzim regressou à I Divisão Nacional. Para além de Ricardo Perez, outros jogadores ficaram registados na história do Clube como por exemplo, Quim, Geninho, Jorge, Flávio e Carvalhinho.
Em 14 de Junho de 1963, no desfecho do “Nacional” da I Divisão, o Varzim arrecadou pela segunda vez o título de campeão nacional ao vencer por 4-2 o Seixal.
Em 1971, os anos de glória findaram com a descida à II Divisão Nacional. De 1963 a 1971, o comando técnico do Varzim foi assumido por Artur Quaresma (2 épocas), Pedroto (1), José Vale (1), Ricardo Perez (1), Monteiro da Costa (1), Joaquim Meirim (1) e Rodrigues Dias (incompleta).
De 1971 a 1976, o Varzim disputou sempre a II Divisão Nacional ambicionando a subida.
Após nova revolução no corpo directivo do Clube, na época de 1975-76 viveram-se momentos gloriosos com o regresso à I Divisão Nacional por uma equipa histórica, comandada por António Teixeira.
Do Leixões vieram os “bebés” Horácio, Cacheira, Montoia e Praia para participar na proeza de ganhar o campeonato da Zona Norte com 14 pontos de avanço em relação ao 2º classificado e sofrendo três derrotas. O título de campeão nacional da II Divisão foi obtido em Tomar com a vitória sobre o Portimonense (campeão da Zona Sul).
De 1979 a 1981, envolto numa grave crise financeira à qual os resultados desportivos não foram impermeáveis, assistiu-se à descida de divisão.
Com Francisco Troina a presidente, o Varzim regressa na temporada de 1981-82 à I Divisão. De 1991 a 1996, o Varzim perfilou na II Divisão B, prova que da qual se sagrou campeão na época de 1995-96, regressando à Liga Profissional. Iniciava-se aqui um ciclo vitorioso para o Varzim.
Na época seguinte (96-97), toda a Póvoa assistiu e delirou com a histórica subida à I Liga. Horácio Gonçalves foi o homem que comandou o grupo de trabalho e assinou estas páginas de ouro no historial do Varzim.
Desde então, o percurso do Clube tem sido traçado entre descidas e subidas de Divisão. Depois de na época 2003-04 ter estado perto de alcançar a subida à Superliga, terminando a prova no 4º lugar, o Varzim partiu para um novo ciclo da sua história.
Na época 04-05, Lopes de Castro assumiu a presidência do Varzim tendo como principais ideais a modernização do clube, a aposta firme na Formação e o regresso ao escalão principal do futebol nacional. Desde então, o Varzim encontra-se a ser restruturado nas mais variadas vertentes e próximo de concretizar o projecto mais ambicioso de toda a história do clube: a construção de um novo Estádio. Em termos desportivos, o Varzim, por todo seu historial e prestígio, assume-se naturalmente como candidato à subida de Divisão, no entanto, adversidades de várias índoles têm impedido de atingir esse propósito.
Ainda assim, nas épocas mais recentes o nosso clube tem conseguido granjear alguns êxitos desportivos.O percurso na Taça de Portugal na época 06-07, ficou para sempre gravado memória dos varzinistas e nas páginas desta competição com a vitória, na Póvoa, sobre o SL Benfica, nos Oitavos de Final. O Estádio do Varzim teve lotação esgotada e, pela televisão, o mundo assistiu em directo à valentia dos nossos Lobos do Mar.
Uma vitória por 2-1 (golos de Mendonça e Nelson na p.b.) colocou o Varzim nos Quartos de Final e na lista de momentos históricos da Taça de Portugal. Eternizado ficará igualmente a ficha de jogo, que atesta o feito indescritível da nossa equipa ter terminado o jogo com 10 atletas formados nas nossas camadas jovens (Ricardo (g.r.), Alexandre, Tito, Nuno Ribeiro, Pedro Santos, Emanuel, Pedrinho, Tiago Lopes, Neto e Yazalde).
O percurso terminou nos Quartos de final, frente ao Sporting de Braga, com uma derrota no terreno adversário por 2-0. As centenas de poveiros que marcaram presença do estádio bracarense aplaudiram o desempenho memorável da sua equipa que nessa tarde viram escapar a possibilidade de chegar ás Meias-finais.
A época 07-08 ficou marcada pelo título de Campeão da Liga Intercalar, no primeiro ano que esta prova se realizou. Ao tomar conhecimento dos objectivos que alicerçavam a Liga Intercalar, o Varzim aliou-se de imediato à Associação de Futebol do Porto na concretização deste projecto. Sendo um dos clubes portugueses que mais aposta na juventude ao nível profissional, o Varzim jamais ficaria de fora de uma prova que tem como finalidade lançar jogadores jovens e dar rotatividade aos atletas menos utilizados nos planteis profissionais.
E o percurso dos Lobos do Mar nesta nova Taça não podia ter sido mais brilhante.
Depois de entrar com o pé direito na 1ª jornada ao vencer o Gondomar, o Varzim partiu para uma prestação irrepreensível na 1ª fase do Torneio, garantindo a presença nos Play-off na 7ª jornada, após empate com o Penafiel e com um golo de Candeias e classificando-se em 2º lugar com 6 vitórias, 1 empate e apenas 2 derrotas.
Com a Meia Final assegurada, o Varzim aproveitou a 2ª fase do Torneio para dar visibilidade aos Juniores e os nossos atletas foram “Enormes” nas suas exibições. Ultrapassando, mas com o orgulho ferido pela alteração da data da Meia- Final, o Varzim apresentou-se no Estádio da Maia com o máximo de dignidade possível (apesar das ausências) para defrontar o Trofense e, apesar da superioridade poveira ao longo dos 120 minutos, o finalista da Intercalar acabou por ser apurado nas grandes penalidades e aí o Varzim voltou a ser maior que o adversário. Nuno Gomes, Tássio e Ukra não falharam e Marafona esteve em destaque ao defender duas penalidades. A festa na Maia foi alvinegra!
Na final, também ela envolta em grande polémica pela mudança da data em benefício do adversário, o Varzim mostrou, mais uma vez, ser uma equipa merecedora de respeito. 90 minutos não chegaram para conhecer o campeão e, no prolongamento, foi o Varzim que sobressaiu com a sua exibição. Aos 117 minutos, Candeias marcou o golo que garantiu o 1º título da Liga Intercalar!
O Varzim gravou a ouro o seu nome na história da Liga Intercalar ao sagrar-se o 1º Campeão da prova.
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