29-Jul-2010



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Concentrados na vitória

treino11fev10.gifA derrota frente ao Santa Clara faz parte do passado e os Lobos do Mar estão, agora, plenamente concentrados no confronto deste Domingo com o Gil Vicente...

A conquista dos três pontos é fundamental para um Varzim que pretende continuar a depender apenas de si próprio para a obtenção da manutenção e, numa liga altamente competitiva como é a Vitalis, Eduardo Esteves reforça a ideia de que não é permitido abrandar.
Na Conferência de Imprensa para antevisão deste encontro, o treinador poveiro aludiu à incógnita existente relativamente ao adversário, tendo em conta que se apresentará na Póvoa sob o comando de um novo treinador. Esteves entende que a “chicotada psicológica” no clube de Barcelos poderá ter efeitos distintos, não sendo possível adivinhar se os poveiros vão defrontar uma equipa »desliderada e sem norte» ou uma equipa com jogadores fortemente motivados para mostrarem o que realmente valem.
Mas, independentemente da postura do adversário, o técnico alvinegro sublinha que o mais importante é o Varzim preocupar-se com o seu trabalho e a sua estratégia.



Retomar as vitórias diante de um opositor cuja postura será uma incógnita
«Apesar de termos perdido nos Açores, deixámos ficar nesse jogo uma imagem bastante positiva, essencialmente na 2ª parte, em que produzimos futebol suficiente para não sairmos de lá derrotados.
Como eu tenho vindo a dizer, a equipa tem melhorado ao longo do tempo e tem assimilado bastante bem os processos que são trabalhados diariamente. Estamos a ficar uma equipa mais consistente e mais perigosa e o jogo nos Açores, ainda que tenhamos perdido, foi a tradução disso mesmo, pois não é fácil chegar a casa de um candidato à subida e remete-lo à sua linha defensiva, praticamente a 2ª parte toda. Nós conseguimos fazer isso.
Relativamente a este jogo, confesso que a equipa do Gil Vicente será uma incógnita. Penso que a saída do Rui Quinta foi um rude golpe para a equipa. Conheço o Rui e as suas qualidades e sei que uma delas é a capacidade de criar fortes laços de amizade dentro do balneário e, nesse sentido, entendo que a quebra dessa amizade poderá ter dois efeitos distintos. Por um lado, o Gil Vicente poderá sentir-se desliderado e um pouco sem norte e, por outro, poderá apresentar-se com uma motivação extra e com os jogadores a quererem mostrar de que são capazes de fazer mais do que aquilo que têm feito até ao momento.
No que depende de nós, vamos entrar fortes desde o primeiro minuto, procurando a vitória que é o que mais nos interessa. Pretendemos dar continuidade à 2ª volta que estamos a fazer. É com esse espírito que vamos entrar em campo, utilizando as nossas melhores armas para combater o Gil Vicente e leva-lo de vencida.»

Sobre os hipotéticos regressos ao «onze» de Gonçalo, Pedro Santos e Nelsinho
«Todos os bons jogadores, nos seus melhores momentos, fazem falta. O Pedro, o Nélson e o Gonçalo são três dos bons jogadores que possuímos no nosso lote e que se estiverem nos seus melhores momentos nos serão muito úteis. Assim como todos os outros. Com certeza que esses são três exemplos de jogadores que têm sido emblemáticos e carismáticos no nosso “onze” e que, se estiverem em condições e no seu melhor, vão ser úteis à equipa e uma dor de cabeça para o treinador, isto porque também aqueles que têm estado a jogar, têm dado boa conta de si. Apesar de termos sofrido quatro golos (não é muito normal, sofrermos quatro golos em duas jornadas), não foi por culpa de quem jogou nesses lugares que isso aconteceu. Foi um conjunto de contingências e de situações sobre as quais já conversámos entre nós e são lances que acontecem no futebol. Nalguns temos as nossas culpas e já percebemos onde é que temos de rectificar, outros como foi o caso do jogo com o Freamunde, foram lances profundamente fortuitos que por vezes acontecem. Para este Domingo, a certeza é que vou colocar aquele que considero ser o melhor onze para vencer o Gil Vicente.»

Necessidade de pontuar para manter independência
«Vencer este jogo significa:
Em 1º lugar, ultrapassar o Gil Vicente na classificação.
Em 2 ºlugar, não depender de ninguém para alcançarmos a manutenção, ou seja, dependemos única e exclusivamente de nós próprios.
Em 3º lugar, conseguir um distanciamento maior, caso os nossos adversários não obtenham a vitória.
Não me recordo de um campeonato tão equilibrado quanto este, quer do meio da tabela para cima, quer do meio da tabela para baixo. Recordo que o Aves, há três ou quatro jornadas atrás, estava na mesma situação que nós, a tentar conseguir pontos para não passar por afliçoes e, depois de três vitórias, conseguiu meter-se no barulho da subida de divisão. Neste campeonato as equipas da frente estão a perder muitos pontos e, por outro lado, as equipas que estão na zona inferior vão ter que fazer mais pontos do que o habitual para se poderem pôr a salvo da descida de divisão.
A mensagem que tenho passado aos jogadores é que não há hipótese alguma de abrandar o ritmo. Só podemos entrar nos jogos com o espírito de vencer porque o campeonato é muito competitivo e qualquer equipa pode vencer no terreno do seu adversário. Não há espaço para distracções, tem que haver o máximo de empenho, concentração e qualidade em cada jogo.»

Expectativas para o que resta do campeonato
«As equipas são muito equilibradas e o que tem feito a diferença são alguns detalhes. Esta é a liga em que é mais difícil prever resultados. Vejamos o exemplo do Penafiel que foi vencer ao Santa Clara; do último classificado, o Carregado, que tem criado imensas dificuldades aos seus adversários directos e do Covilhã que foi a casa do Trofense - um candidato à subida e, depois de estar a perder por 2-0, conseguiu empatar.
Acima de tudo temos que pensar no nosso trabalho. Se nós trabalharmos como temos trabalhado até aqui e com as melhorias que temos tido na equipa, tenho a certeza de que chegaremos ao final do campeonato felizes e tranquilos.»

 
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