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Com um ponto a menos do que o seu adversário desta décima quinta jornada da Liga Vitalis, o Varzim desloca-se à Covilhã com o objectivo bem definido de vencer o jogo e, assim, dar início à ascenção pontual tão ansiada nas hostes alvinegras...
A ausência de competição durante este longo período não interferiu nos indíces de motivação e no empenho da equipa que, de acordo com o treinador Eduardo Esteves, tem correspondido de forma muito positiva e se encontra muito bem anicamente.
Para além do incentivo das boas exibições no campeonato, o grupo viveu esta semana a alegria extra de ter vencido o Campeonato de Inverno da Liga Intercalar, uma prova secundária mas que não deixa de servir de alento e de alimentar os níveis de confiança.
Na Conferência de Imprensa semanal para antevisão do jogo, o técnico varzinista manifestou o seu optimismo em relação à segunda metade do campeonato mas deixou bem claro que, na Liga Vitalis, os objectivos têm que ser planeados de semana a semana, havendo somente um que tem que estar sempre presente: subir o mais possível na classificação.
Regresso à competição com motivação intacta
«Mesmo antes da vitória na Liga Intercalar e, inclusive, da interrupção na competição, a equipa já estava a dar excelentes indicativos. Depois da passagem dos problemas, que embora não estejam totalmente resolvidos sabemos que existem perspectivas de resolução, todos vimos que o grupo respondeu muito bem no último jogo com o Portimonense. A equipa está muito bem animicamente. Neste período sem competição, a demonstração de motivação e de empenho por parte dos jogadores foi excelente. Relativamente a esta semana de preparação, que tem sido muito boa, esperamos conseguir traduzi-la em mais uma boa exibição e, de uma vez por todas, alcançar os pontos que desejamos.»
Mais importante do que o adversário é o nosso jogo
«Neste momento, o Covilhã encontra-se directamente a discutir connosco um lugar na tabela classificativa. Somos duas equipas muito próximas em termos pontuais e, com certeza, eles também não pretendem perder pontos. Trata-se de uma equipa que foi sujeita a algumas alterações, com entrada e saída de jogadores, o que nos pode criar algumas incógnitas, mas na realidade estamos mais importados em desenvolver o nosso jogo e em pôr em prática os nossos princípios. Vamos à procura dos três pontos que é aquilo que realmente nos interessa para, desde logo, ultrapassarmos o Covilhã na tabela classificativa e, assim, começarmos a ascensão que todos nós desejamos.»
Ausência de golos não é dor de cabeça
«Em termos defensivos, temos sido uma equipa bastante regular. Se nos reportarmos aos últimos cinco jogos, sofremos apenas um golo e mesmo na Liga Intercalar fomos a melhor defesa da competição. No entanto, não vamos fazer da falta de concretização uma dor de cabeça porque é uma situação normal. Como eu tenho dito, ficaria mais preocupado se não criássemos situações de finalização, era sinal de que algo no trabalho estava a correr menos bem. Eu e os jogadores, temos plena confiança de que a qualquer momento vamos começar a concretizar as oportunidades. Com maior ou menor dificuldade, vamos ultrapassar essa situação e, já no jogo com o Covilhã. Podem aparecer muitas bolas lá na área que nós faremos golo com certeza.»
Objectivos traçados semana a semana
«Os nossos objectivos cingem-se jogo a jogo e, assim sendo, neste momento, passam unica e exclusivamente por nos concentramos no jogo com o Covilhã. Naturalmente, temos as nossas ambições e objectivos mas sabemos que numa liga como esta, os objectivos têm que ser traçados semana a semana, porque o equilíbrio é a nota dominante e as equipas estão muito próximas umas das outras em termos pontuais. Concentramo-nos em cada adversário, em cada semana de trabalho. Agora, é lógico que temos um objectivo que tem de estar sempre presente que é subirmos o mais alto possível na classificação, porque, de todo, o lugar que ocupamos actualmente é condizente com o trabalho que estamos a desenvolver.»
Factor casa já não tem tanta força
«Na 2ª liga a importância dos jogos em casa tem vindo a desvanecer-se. Às vezes, até se torna mais complicado jogar em casa, porque os adversários jogam mais fechados, a pressão colocada é maior e a obrigação de ganhar também. Não digo que a responsabilidade não seja menor, mas se calhar interiormente coloca-se menos pressão. Mas, como disse, o equilibrio é tao grande que, hoje em dia, o factor casa tem pouca força. Este ano, nesse aspecto temos sido infelizes. Não temos tido as condições ideais para fazer valer o factor casa. O estado do terreno não tem sido o melhor devido às enormes chuvadas que caíram quando jogámos aqui. Depois, fomos obrigados a jogar em campo neutro no último jogo. Ainda assim, a nossa realidade é também o espelho de algumas equipas que em casa também têm sentido algumas dificuldades. O jogarmos fora duas vezes...temos que as jogar, sejam alternadas ou seguidas. A nossa mentalidade passa por discutirmos todos os jogos da mesma forma, independentemente se serem em casa ou fora.»
Poucas mudanças na equipa
«Uma alteração tem que ser obrigatoriamente feita. O Pedro Santos vai cumprir um jogo de castigo e, por isso, não é surpresa para ninguém que o Neto será provavelmente o titular. Em termos de equipa, vamos ver até amanhã quem nos dá mais e melhores garantias para defrontar o Covilhã. Com certeza, não faremos muitas alterações mas sim as necessárias para que a equipa esteja na máxima força para vencer o jogo.»
Entradas e saídas no plantel
«Neste momento não há novidade nenhuma. É uma situação que estamos a ponderar e, por enquanto, não temos nada em definitivo. Quando houver novidades, depois, será comunicado pelo clube. Estamos a avaliar as situações e, na verdade, não sabemos se valerá muito a pena fazer alterações de grande monta. Se as houver serão cirúrgicas e muito objectivas.»
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